Web Hosting

Excesso de exercício agrava sintomas de fibromialgia

Like 12+
Pinterest
Pinterest
Google+
https://changingmyselffirst.com/excesso-de-exercicio-agrava-sintomas-de-fibromialgia/
Twitter
Facebook
LinkedIn
Instagram

Olá a todos,

Hoje venho falar-vos, de como o excesso de exercício pode agravar os sintomas de fibromialgia. Nós, que lidamos todos os dias com o dilema de não saber quando vamos piorar, temos que saber o que nos faz bem e o que nos faz mal, melhor que outras pessoas, pelo menos se queremos saber cuidar de nós.

Nunca esquecendo, que somos seres todos diferentes e cada um reage de forma diferente ao exercício. Relembro que devem ser sempre acompanhados pelo vosso reumatologista e de preferência também por um fisiatra e um fisioterapeuta. Eles vão ajudar-vos a "dosear" o exercício e a criar um percurso de recuperação adequado para vocês.

Aqui, vou contar como consegui com pequenas observações do que fazia incorretamente, ir melhorando a minha própria abordagem aos tratamentos. Fui percebendo, que o excesso de exercício, pode agravar os sintomas de fibromialgia, brutalmente, passando a dosear melhor os mesmos.

Como vamos lidar com esta situação?

1. A primeira coisa que temos que aprender são os nossos limites

Todos nós temos um limite! Tanto na fibromialgia como na dor crónica, a primeira lição é aprender a dizer chega. Cheguei ao meu limite e preciso de descansar. Sem termos esta noção, não poderemos nunca recuperar de forma consistente. Sei que é difícil, mas não é impossível, fazermos este percurso apenas depende de nós, de mais ninguém.

Gosto especialmente de explicar este conceito através da teoria das colheres. Nós temos um número X de colheres para gastar por dia e cada uma destas colheres, representa uma atividade diária:

  • Levantar
  • Tomar banho
  • Secar o cabelo
  • Ir até ao emprego
  • O dia de trabalho
  • Voltar do emprego
  • Estar com as crianças
  • Fazer o jantar
  • Dar banho às crianças
  • Etc.

Se num determinado dia tivermos a energia de 10 colheres, não poderemos ter 11 nem 12 atividades. O nosso limite são 10 atividades. Tudo o que vá para além disso, está para além do nosso limite e temos que parar, senão teremos consequências. Consequências essas, que podem ser mais ou menos graves, dependendo do excesso de esforço que fazemos.

Se ainda não estás consciente dos teus limites, aconselho-te a começares a estar mais atento ao teu corpo. O nosso corpo é uma máquina fantástica, vai dar o aviso que necessitas, para saber que tens de parar. Apenas tens de aprender a ouvi-lo e a interpretar os seus sinais.

Faz uma pausa, senta-te uns minutos, apanha sol, estas são algumas das coisas que não fazemos, porque a vida de hoje é sempre a correr. Se quiseres começar a melhorar, é impreterível (e não gosto de usar esta palavra), que estejas em sintonia com o teu corpo.

2. Como podemos aumentar o limite de atividades que conseguimos fazer diariamente?

Como disse em posts anteriores, e volto a repetir, não sou médica, apenas vou contar como o faço e como tenho vindo a melhorar dos sintomas de fibromialgia e dor crónica. Ao longo de um ano e meio, tenho implementado rotinas e exercícios, que me permitem não só ter menos dor, como também melhorar mais rapidamente sempre que tenho uma crise.

Tendo eu sempre praticado desporto, ter-me deparado com uma situação em que não conseguia andar mais de 200 metros, foi para mim um enorme choque. O post Redução da dor crónica através de exercício físico – Fase I vai ajudar-te a perceber como podes iniciar uma recuperação sustentada.

Assim sendo, comecei todos os dias a fazer um pouco mais de exercício. Andar um pouco mais, fazer mais um alongamento e sobretudo, a fazer poucos exercícios com poucas repetições. Mais tarde, comecei a fazer especialmente os alongamentos várias vezes ao dia, o que provocou um aumento substancial do meu bem-estar.

Perguntas-me tu, se depois de tanto esforço estou curada, posso dizer-te que não, mas acredito que já faltou mais, pois vejo-me a melhorar de dia para dia. O que não quer dizer que não tenha dias maus e em que só me apetece chorar, mas com esta doença aprendi que se nos render-mos a ela, ela nos vai consumir.

3. O que acontece quando fazemos exercício em excesso?

Temos sempre que nos prevenir, e isto, apenas nós o podemos efetuar, ou seja, não fazer exercício em excesso. Por experiência própria, se tentares ir até ao teu limite ou força-lo, o teu corpo vai revoltar-se e dizer-te que não quer mais, exprimindo-se através de sintomas agravados e dores brutais. Com esta brincadeira, cheguei a estar duas semanas sem quase conseguir andar. E sabem qual foi o resultado? Regredi mais de dois meses na minha recuperação.

Portanto nunca se esqueçam, o exercício é essencial para a recuperação, mas sempre dentro dos nossos limites. Exercício em excesso vai custar-nos muito caro!

No nosso caso, mais vale parar quando percebemos, que o nosso corpo nos está a dar o primeiro sinal. Escuta o teu corpo, ele vai guiar-te nesta viagem. Se não conseguires aprender a ouvir o que o teu corpo te transmite, vais cair no erro de fazer exercício em excesso, sem qualquer necessidade.

4. Ao que devemos estar atentos quando fazermos exercício em excesso?

Todos nós gostamos de nos sentir a melhorar, quando melhoramos um pouco devido ao exercício físico ficamos fascinados. Se fizer um pouco mais, se puxar um pouco mais por mim, vou melhorar mais rapidamente! Completamente errado!

Infelizmente temos que aceitar que apenas melhoramos se fizermos exercício de forma controlada, caso contrário o excesso de exercício vai fazer-nos piorar. Tenho que admitir, mesmo sabendo que não devo, excedo de quando em vez, os limites e em dias como hoje fico cheia de dores. Com esforço efetuado na aula de pilates, que não devia ter sido tanto e associado ainda a uma pequena caminhada a passo mais largo, fez com que as dores disparassem e piorasse brutalmente.

Devemos estar atentos, ao mínimo indício de cansaço ou dor!

5. O que fazer quando fazemos exercício em excesso?

Como podemos proceder? O que podemos fazer para nos ajudar quando temos uma crise? Sabes como reduzir as dores? A resposta mais fácil são os nossos medicamentos, mas não deveria ser assim! Devemos aprender a controlar as nossas crises, de preferência sem eles, pois podem tirar-nos as dores, mas não é saudável estar sempre a tomá-los.

Está na hora de percebermos, o que nós podemos fazer, por nós mesmos. Este é um ponto fulcral. Conhecer o nosso corpo é fundamental. Eu sei, que é muito difícil fazer algo, quando as dores surgem de repente e ainda para mais, quando não as conseguimos associar a nenhuma atividade específica. Conhecer o nosso corpo melhor, permite saber como fazer para aliviar as dores nestes casos.

Temos que aprender a parar nessa altura e podemos muitas vezes fazer alguns alongamentos, para aliviar a tensão nos músculos ou simplesmente sentar-nos. Cada um de nós deve aprender o que deve fazer, quando sem querer fez exercício em excesso. Para mim, a rotina que criei, baseia-se num conjunto de alongamentos, que efetuo para aliviar as zonas mais afetadas. Passa por um conjunto de alongamentos na zona de maior dor, que para mim são as pernas, seguido de alongamentos na parte superior do tronco, braços e pescoço.

Quando as crises são mais agudas, repito os alongamentos pelo menos na zona de maior dor. Estes alongamentos, conseguem hoje em dia reduzir pelo menos até 40% das dores, quando executados atempadamente e da forma correta.

A verdade é que tenho vindo a aperfeiçoar este conjunto de exercícios, para uma melhor eficácia, mesmo com um número reduzido de exercícios. Lamentavelmente, ainda não vos vou poder divulgar a sequência, dado ainda não estar completamente desenvolvida. Assim que estiver, informarei através da newsletter para seres o primeiro a saber. Subscreve-a para teres acesso em primeira mão a esta informação.

 

Permite-te aproveitar os teus novos limites

Sei que a nossa doença não nos trás sentimentos positivos, mas que tal começarmos a mudar a nossa perspetiva? Nunca te esqueças que por muito que os teus "novos limites" sejam incomodativos, ou não se adequem ao estilo de vida que tens atualmente, eles também te podem ajudar, a mudar de vida, para uma vida que se adapte ao que necessitas.

Estes problemas de saúde fazem-nos pensar sempre, porquê eu? O que é que eu fiz de mal? Talvez alguma coisa, talvez nada, pode ou não ser relevante, mas a verdade, é que estás aqui, agora e não podes fugir do que tens. Assim sendo, o melhor é tirar partido das vantagens indiretas que te pode trazer.

A forma como vemos o mundo e o mundo nos vê a nós, muda, e nós mudamos a nossa vida para que se adeque ao que necessitamos. Passamos a dar muito mais valor às pequenas coisas, que dantes dávamos como garantidas.

A facilidade de tomar banho, lavar o cabelo, secá-lo e estar cheia de energia para o dia, é quase uma ilusão! Agora que nos custa, damos valor a muitas pequenas coisas. Para dar valor a mais coisas e ter menos com que me preocupar, decidi adotar uma vertente mais minimalista. Ajudou-me bastante a tornar mais fácil viver a minha vida. E tu já experimentaste? Se estiveres interessado sugiro 18 vantagens do minimalismo que te vão inspirar a muda para poderes ver algumas vantagens, não só para nós mas para todas as pessoas.

Se a tua saúde deu uma volta à tua vida, dá-lhe uma ajuda a dar mais uma volta. Pode ser que o resultado seja mais positivo do que imaginas… no meu caso foi.

 

Raquel

Pinterest
Pinterest
Google+
https://changingmyselffirst.com/excesso-de-exercicio-agrava-sintomas-de-fibromialgia/
Twitter
Facebook
LinkedIn
Instagram
Like 12+

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *