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Porquê adotar mais rotinas para combater a fibromialgia e a dor crónica

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Olá a todos,

Hoje vou falar sobre a minha experiência na necessidade de criação de rotinas, para combater a fibromialgia e a dor crónica, sobretudo, quando as crises são despoletadas pelo stress do dia-a-dia. Contudo, estas rotinas ajudam também pessoas perfeitamente saudáveis a melhorarem o seu dia-a-dia, a sua disposição e a sua produtividade.

Que rotinas podemos adotar para nos ajudar no dia-a-dia

Algumas das rotinas que não tinha adotado e que reduzem ou podem reduzir as dores, dependendo do tipo das mesmas:

  1. Horas de acordar e deitar
  2. Stress associado a rotinas diárias
  3. Não estar devidamente preparada para alteração de rotinas

Lembra-te sempre, que o que faz despoletar as crises em mim, pode não ser o mesmo que faz despoletar em ti, portanto deves tomar o teu tempo e analisar a razão das tuas crises.

Antes de ter fibromialgia, ou da mesma me ter sido detetada, apenas sofria de dor crónica. Apesar de tudo, conseguia em algumas fases levar uma vida bastante ativa, dançava, saia à noite, tudo como qualquer pessoa normal. Mas ao longo dos 4 anos com dor crónica fui alterando os meus hábitos e rotinas, para poder melhorar a qualidade de vida e o meu bem-estar.

1. Horas de acordar e deitar

Porquê? Porque verifiquei que cada vez que o horário de sono era alterado, as minhas dores se agravavam, não apenas no dia seguinte, mas com efeito nos dias seguintes. Assim sendo, tomei medidas para passar a ter uma rotina:

  • A hora de acordar e deitar, passou a ser a mesma durante toda a semana, independentemente se num ou noutro dia era possível ficar mais um pouco a dormir. Aos fins de semana, tento manter a hora de acordar e deitar, mas sou um pouco mais flexível
  • Tento dormir sempre aproximadamente o mesmo número de horas. No meu caso são 8 horas, infelizmente necessito de dormir tanto, para que o meu corpo se possa recuperar do cansaço do dia. Antes, podia viver bem com 6 horas.
  • Muito importante, é não só a quantidade como a qualidade do sono. Assim sendo, tento ir para a cama pelo menos meia hora antes da hora de dormir, para que o corpo perceba que estamos a entrar no período de descanso. Aproveito este tempo, não para estar rodeada de tecnologia, mas sim, para ler algumas páginas de um livro, que acaba por ajudar a adormecer.

Porquê adotar mais rotinas para combater a fibromialgia e a dor crónica

Original photo by Gabriel Matula on Unsplash

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2. Stress associado a rotinas diárias

Cada vez mais, a sociedade onde vivemos corre para todo o lado, faz tudo a correr e não tem tempo para nada. Para quem tem dor crónica e/ou fibromialgia, ou até mesmo outras doenças, que não menciono aqui, isto é uma loucura que só nos faz piorar.

Ao longo do tempo, tenho tentado tomar algumas medidas, para que o stress não me afete tanto. Algumas delas até muito simples, como podem ler abaixo:

  • Começar o dia com uns belos alongamentos, libertando a tensão dos músculos, ainda na cama. Irei futuramente elaborar um post com estes exercícios, para que também possas experimentar.
  • Tentar nem que sejam 5 minutos de meditação antes de sair de casa
  • Tomar o pequeno almoço com calma
  • Evitar horas de ponta. Prefiro sair um pouco mais cedo ou ficar um pouco mais onde estou, para evitar toda a loucura dos condutores.
  • Trabalhar num sítio, onde adoramos trabalhar e onde consigamos lidar com o dia-a-dia
  • Fazer exercício físico, seja a que horas for

3. Não estar devidamente preparada para alteração de rotinas

Sabem aquela sensação de que fizemos tudo à última da hora? Ou tínhamos tempo, e não nos apeteceu fazer aquela tarefa?Ou apareceu-nos um assunto de última hora que temos que tratar? Isto faz com que andamos a correr de um lado para o outro, correndo o risco, ou de não fazer as coisas a tempo, ou ficar algo por fazer. Isto é algo a evitar.

Tentarmos organizar a nossa vida de forma a termos tempo para fazer o que é necessário com calma e tempo para descansar nos intervalos, é crucial para não piorarmos a nossa saúde e não andarmos a correr de um lado para o outro.

Ainda estou a trabalhar esta área, mas descobri algumas coisas sobre mim que acabei por não gostar, nomeadamente, que se estiver sentada no sofá, sou demasiado preguiçosa para me levantar e tratar do que devo… acredito que não seja a única! Para isto não acontecer, tive que mudar os meus hábitos:

  • Não ser preguiçosa…
  • Tratar do que é necessário atempadamente e com calma
  • Fazer uma lista com todos os itens e verificar se foi tudo efetuado
  • De preferência deixar tudo pronto para o dia seguinte
  • Tentar não me colocar demasiado à vontade antes de terminar as minhas tarefas (o que bem sabemos nem sempre é possível)

Pior cego é aquele que não quer ver

Sei que por vezes, algumas das sugestões podem parecer ridículas, ou então, serem demasiado óbvias, mas aprendi à minha custa que “o pior cego é aquele que não quer ver” e muitas vezes, não queremos ver, que os maiores responsáveis por zelar por nós próprios, somos nós e não os outros.

Em fevereiro de 2018 saí do meu emprego de 11 anos, quase 12 anos, porque simplesmente tinha tomado consciência de que aquilo já não era para mim, piorava de dia para dia e as coisas não iam melhorar.

É nessa perspetiva que devemos avaliar bem o que fazemos, como o fazemos e o impacto que isso tem na nossa vida. Desde que percebi que os únicos “culpados” pela nossa situação somos nós próprios, que tenho tomado mais consciência de que melhoro sempre que tomo as rédeas da minha vida nas minhas mãos e altero a forma como estou na vida.

Como melhoramos tanto e tão pouco com a rotina

Se associarmos estas 3 rotinas, às 3 coisas que simplificam a rotina diária podemos conseguir ganhos substanciais. Como podem coisas tão simples, melhorar tanto o nosso bem-estar! E sabem que mais? Nós vamos tentar fazer, e cumprir estas rotinas. A questão é por quanto tempo? 2 dias? 14 dias? Isso só não basta.

Associado à criação de uma rotina, tem que vir a criação de um hábito. Para formarmos um hábito, dizem os entendidos, que no mínimo serão necessários 21 dias para reprogramar o nosso cérebro. Portanto, estejam preparados para se quiserem ser bem sucedidos, terem que fazer estas rotinas, todos os dias por bem mais de 21 dias, para a transformar o hábito num estilo de vida. A verdade é que alterar os nossos hábitos e rotinas, não é tão fácil como parece!

Também já passei por isso, e ciclicamente, volto a passar. Sempre que deixo de cumprir por exemplo o meu plano de exercícios, lá pioro. Mesmo tendo passado mais de 90 dias, ainda não consegui integrar esta atividade nos meus hábitos quanto mais no meu estilo de vida, mas continuo a tentar...

Se quiserem saber, como é para uma pessoa com fibromialgia e dor crónica, tentar efetuar o início de uma recuperação, recomendo que leiam Redução da dor crónica através de exercício físico – Fase I.

Para nós que sofremos de fibromialgia e dor crónica, temos que fazer todos os dias sem exceção os nossos exercícios e não podemos falhar. Temos que dar o nosso melhor para vencer todos os dias a nossa doença. Portanto não desanimem, e concentrem-se em fazer uma coisa de cada vez., mas sobretudo façam algo por vocês. Partilhem a vossa experiência, vai ajudar-vos a manter o foco e a motivação, sei que a mim me tem ajudado.

 

Raquel

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