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Redução da dor crónica através de exercício físico – Fase II

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Olá a todos,

estou de volta para partilhar convosco, mais uma etapa da minha recuperação física, associada à melhoria da dor crónica e dos sintomas da fibromialgia. Se não tiveram oportunidade de ler o post Redução da dor crónica através de exercício físico – Fase I sugiro que o leiam antes de continuarem a ler este post.

1. Onde efetuar os tratamentos

Neste 2º e 3º mês de recuperação, comecei juntamente com os meus passeios matinais, aulas de hidroterapia. Dado morar na zona da Parede, vi-me obrigada a procurar um centro de reabilitação o mais perto possível de casa, para que fosse mais fácil enquadrar esta nova atividade na minha rotina diária.

Consegui ter o apoio que necessitava na ANEA – Associação Nacional de Espondilite Anquilosante, onde sou acompanhada por uma fisiatra, que felizmente percebe o que é ter uma dor crónica/doença crónica e que me ajudou a lidar com ela, tanto a nível físico como emocional. Sim, nestas alturas, por muito que se ache que não, temos que ter algum apoio emocional, viver 24 horas 365 dias por ano com dor, põe qualquer pessoa de rastos.

Para além do bem-estar emocional, a associação também tem excelentes condições no que toca à parte de consultas e tratamentos. Para quem tem que fazer tratamentos regulares, as condições da piscina, temperatura da água, ginásio e as próprias terapeutas, são muito importantes para nos motivar. Apesar de ser uma associação dedicada à espondilite anquilosante, vim a encontrar ali, muitas pessoas com fibromialgia e dores crónicas, tal como eu.

Negligenciamos muitas vezes a necessidade de nos sentirmos bem, onde e com quem estamos. Pode parecer que não, mas a empatia que se tem com o terapeuta e os colegas, também ajudam a que as aulas sejam menos cansativas, mais divertidas e consequentemente nos aumente a auto-estima e a motivação.

2. O que vou acrescentar à rotina para a redução da dor crónica

Comecei nesta fase, a ter hidroterapia duas vezes por semana, tal como recomendado pela fisiatra que me acompanha neste processo de recuperação. Apesar dos exercícios serem efetuados debaixo de água, senti uma fadiga muscular muito positiva, dado não vir associada à dor.

Ainda me lembro como se fosse hoje, após a minha primeira aula de hidroterapia, de apenas 30 minutos, cheguei a casa atirei-me para a cama e dormi umas 3 horas… Mas com o passar das semanas ia sendo mais fácil gerir a hidroterapia com as caminhadas.

Dor crónica e hidroterapia

Original photo by Stefano Zocca on Unsplash

3. O que temos que ter em conta para a recuperação

Nunca te esqueças que para teres aulas de hidroterapia, as mesmas devem ser passadas por um fisiatra, que define o número de aulas a ter semanalmente. Tens de ter boas condições para haver melhorias consistentes ao longo do tempo:

  • Temos primariamente que querer melhorar
  • As aulas têm que ser numa piscina aquecida entre os 33º e os 35º graus
  • Não deve haver diferenças de temperatura substanciais entre piscina e balneários, para não haver risco de ficarmos adoentados
  • Temos que seguir o plano das X aulas por semana à risca, e não arranjar desculpas para não irmos, sendo necessário nesta fase perceber que estamos em primeiro lugar
  • Temos que fazer as nossas caminhadas diárias
  • Não podemos arranjar desculpas
  • Temos que nos manter motivados, um pequeno diário com a nossa evolução pode ajudar-nos nesse sentido

Tal como referi acima, a primeira coisa a fazer é querer melhorar. Isto não está nas mãos dos outros, apenas nós podemos contribuir para o nosso bem-estar. Se não nos decidirmos a querer melhorar, isto nunca vai acontecer, ou acontecerá muito mais lentamente do que queremos.

4. Como me senti com a redução da intensidade da dor

Atenção, que ao estar aqui a escrever, tudo parecem rosas e que foi tudo muito fácil. A verdade é que não foi. Para conseguir fazer os exercícios muitas vezes tinha que aumentar a medicação, nem sempre sabia qual era o meu limite… Havia dias que depois dos tratamentos, só me apetecia chorar de dores, porque os comprimidos só aliviavam parcialmente as mesmas, ou ainda não tinham feito o devido efeito.

Se posso aconselhar algo, é que se tens vontade de chorar, chora, ficar com as emoções reprimidas dentro de nós, como eu muitas vezes fiz, apenas ajuda a criar mais tensão e desgaste emocional, e isto, não nos vai ajudar a avançar, muito pelo contrário, ajuda ao aparecimento físico de contraturas na nossa musculatura. Tenta lidar com as tuas emoções ou falar com alguém, o importante é arranjar uma forma “saudável” de lidares com elas. Se necessitares pede ajuda ao teu fisiatra para te orientar, a minha ajudou-me bastante.

5. Outras fontes de informação

Espero que estares a ler estes posts te ajude a perceber que não és a única pessoa a passar por estas dificuldades, caso ainda tivesses dúvidas. Para saberes como continua acede ao link do post Redução da dor crónica através de exercício físico – Fase III.

Se por outro lado estás a tentar conciliar a tua recuperação física, com uma alteração mais ou menos profunda do teu estilo de vida, sugiro leres 18 vantagens do minimalismo que te vão inspirar a mudar. Podes ser que tal como eu adiras a algumas medidas que nos podem ajudar no nosso dia-a-dia.

 

Raquel

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